
O Brasil registrou 140 casos confirmados de mpox desde o início de 2026, de acordo com dados atualizados pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (9). Apesar do aumento nas notificações ao longo do ano, nenhuma morte pela doença foi registrada até o momento.
Além dos casos confirmados, o país contabiliza 539 registros suspeitos e nove classificados como prováveis, que ainda estão em investigação pelas autoridades de saúde.
A evolução dos registros mostra variação nos primeiros meses do ano. Em janeiro foram contabilizados 68 casos confirmados e prováveis. Em fevereiro, o número subiu para 70. Já nos primeiros dias de março foram identificados 11 novos casos.
Entre os estados, São Paulo lidera o número de infecções, com 93 registros confirmados. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 18 casos, e Rondônia, com 11 ocorrências.
Em Santa Catarina, dados da vigilância epidemiológica apontam que, desde 2022 — quando começaram os registros da doença — foram feitas 3.307 notificações de mpox. Desse total, 599 casos foram confirmados e 2.626 descartados.
Somente em 2026, o estado registrou 20 notificações suspeitas da doença, mas nenhum caso foi confirmado até o momento. Ainda segundo o boletim estadual, houve uma queda de 65,5% nas notificações em comparação com o mesmo período de 2025.
A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos e também entre pessoas. O vírus pertence ao mesmo grupo da varíola humana, embora geralmente apresente menor taxa de letalidade.
A transmissão ocorre principalmente por meio de contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres portadores do vírus. Entre os sintomas mais comuns estão lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo, aumento dos linfonodos, calafrios e sensação de fraqueza.
As autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato próximo com outras pessoas até a avaliação profissional. Mesmo com o aumento recente de registros, especialistas destacam que a maioria dos casos tem apresentado evolução considerada leve.







