
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, lançou nesta semana o Programa de Fortalecimento do Ensino Agrotécnico das Casas Familiares Rurais, com investimento de quase R$ 18 milhões. A iniciativa tem como objetivo qualificar a formação de jovens do meio rural, fortalecer a agricultura familiar e estimular a permanência das novas gerações no campo, contribuindo para a sucessão rural no estado.
O lançamento ocorreu na sede da Epagri, em Florianópolis, e contou com a presença da vice-governadora Marilisa Boehm, além de autoridades, educadores e representantes do setor agropecuário. O programa busca consolidar e ampliar o modelo educacional das Casas Familiares Rurais, que adotam a pedagogia da alternância, combinando períodos de estudo teórico com a aplicação prática do conhecimento nas propriedades das famílias dos alunos.
Os recursos serão destinados ao custeio das unidades, melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos, veículos, materiais didáticos e tecnológicos, além do apoio a projetos produtivos desenvolvidos por jovens agricultores e pescadores. A proposta é oferecer melhores condições de ensino e aprendizado, alinhando educação, inovação, pesquisa e extensão rural.
Atualmente, Santa Catarina conta com 11 Casas Familiares Rurais, que atendem cerca de 650 estudantes de mais de 60 municípios, principalmente filhos de agricultores familiares. As unidades estão distribuídas em diferentes regiões do estado, desempenhando papel fundamental na formação técnica e humana dos jovens do campo.
Com o novo programa, a Epagri passa a ter papel central na coordenação administrativa e pedagógica das Casas Familiares Rurais, promovendo a qualificação dos profissionais, a modernização dos espaços educacionais e a integração entre ensino técnico e práticas agrícolas sustentáveis. A iniciativa também busca incentivar o empreendedorismo rural e a adoção de novas tecnologias no campo.
O governo estadual avalia que o investimento em educação agrotécnica é estratégico para enfrentar desafios como o envelhecimento da população rural e a migração dos jovens para os centros urbanos. Ao fortalecer a formação técnica e criar oportunidades no meio rural, o programa pretende gerar desenvolvimento econômico, social e ambiental, valorizando a agricultura familiar, que é uma das bases da economia catarinense.
Além disso, o programa prevê ações voltadas à inclusão e ao protagonismo feminino, estimulando a participação de jovens mulheres na formação agrotécnica e na gestão das propriedades rurais. A expectativa é que a iniciativa contribua para um campo mais produtivo, inovador e sustentável, garantindo futuro e qualidade de vida para as famílias rurais de Santa Catarina.








