
Santa Catarina aparece como o estado com maior risco de câncer de pele na região Sul, acendendo um alerta para a população e autoridades de saúde. A incidência elevada da doença está relacionada a uma combinação de fatores como clima, características da população e hábitos culturais, especialmente nas áreas litorâneas.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o estado deve registrar cerca de 1.040 novos casos de melanoma por ano, número superior ao observado nos estados vizinhos do Sul. Proporcionalmente, a taxa catarinense chega a aproximadamente 13 casos por 100 mil habitantes, mais de três vezes acima da média nacional.
Especialistas apontam que a forte exposição solar é um dos principais fatores para esse cenário. Em Santa Catarina, o turismo de praia e atividades ao ar livre são frequentes, o que aumenta o tempo de exposição à radiação ultravioleta, muitas vezes sem a devida proteção.
Outro aspecto relevante é o perfil da população. Pessoas de pele clara, mais comuns na região, apresentam maior sensibilidade aos efeitos do sol, elevando o risco de desenvolver a doença ao longo da vida. A combinação desses fatores contribui para que o estado lidere os índices na região e figure entre os mais afetados do país.
Apesar do cenário preocupante, o câncer de pele apresenta altas chances de cura quando diagnosticado precocemente. Por isso, profissionais de saúde reforçam a importância de observar sinais como manchas suspeitas, feridas que não cicatrizam ou alterações em pintas.
A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir os casos. Entre as recomendações estão o uso diário de protetor solar, evitar exposição ao sol nos horários de maior intensidade e manter acompanhamento regular com dermatologistas.
O alerta reforça a necessidade de conscientização durante todo o ano, e não apenas no verão. Em um estado onde o sol faz parte da rotina, o cuidado com a pele deve ser constante para evitar o avanço de uma das doenças mais comuns no Brasil.








