
Resultados preliminares da fase final de testes clínicos (Fase 3) confirmaram que uma vacina terapêutica experimental reduziu drasticamente o risco de o melanoma — o tipo mais agressivo de câncer de pele — voltar ou gerar metástase. O anúncio, realizado pelas farmacêuticas Moderna e MSD (Merck), valida pela primeira vez a eficácia da tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) contra tumores em um estudo de larga escala.
Diferente das vacinas tradicionais que previnem doenças, este imunizante (chamado de mRNA-4157 ou intismeran) funciona como um tratamento cirúrgico de precisão. O medicamento é fabricado sob medida para cada indivíduo: cientistas sequenciam o DNA do tumor extraído do paciente para mapear suas mutações específicas. A partir dessas informações, criam uma vacina que ensina o sistema imunológico a reconhecer e destruir qualquer célula cancerígena restante.
O estudo de Fase 3 acompanhou 1.137 pacientes que já haviam retirado o tumor por cirurgia, mas apresentavam alto risco de reincidência. Os voluntários que receberam a combinação da vacina personalizada com a imunoterapia convencional (Keytruda) apresentaram uma sobrevida livre de recorrência significativamente maior do que o grupo tratado apenas com a terapia padrão.
O ensaio clínico continua em andamento para a coleta final de dados de longo prazo. O próximo passo das companhias será a publicação dos dados detalhados em revistas científicas e a submissão do tratamento para aprovação regulatória em agências de saúde pelo mundo antes da distribuição comercial.






