
Quase três décadas depois do acidente aéreo que interrompeu de forma abrupta uma das trajetórias mais marcantes da música brasileira, os corpos dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados. A decisão foi tomada pelas famílias dos músicos, que planejam a cremação dos restos mortais como parte de uma nova homenagem ao grupo.
A exumação está prevista para ocorrer em fevereiro de 2026, pouco antes de completar 30 anos da tragédia que abalou o país em março de 1996. Na ocasião, o avião que transportava a banda colidiu com a Serra da Cantareira, na região metropolitana paulista, provocando a morte de todos os ocupantes.
Após a cremação, as cinzas dos músicos deverão ser utilizadas em um projeto simbólico de preservação da memória do grupo. A proposta das famílias é que elas sejam transformadas em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, localizado em Guarulhos, cidade natal da banda.
O gesto busca transformar a lembrança da perda em um memorial vivo, associando a memória dos artistas a um espaço de contemplação e continuidade. Para os familiares, a iniciativa representa uma forma de celebrar o impacto cultural deixado pelos músicos, cuja carreira meteórica marcou gerações e permanece viva na memória popular brasileira.
Mesmo após décadas, o legado do grupo continua sendo revisitado por fãs antigos e por novos públicos que descobrem suas músicas e apresentações. A exumação e a homenagem planejada reforçam a permanência simbólica de uma banda que, apesar do tempo curto de carreira, deixou uma marca profunda na história da música no país.








