
Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, realizou neste sábado um ato em memória das vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, tragédia que completou sete anos em 25 de janeiro de 2026. Familiares, moradores da cidade e apoiadores se reuniram para prestar homenagens às 272 pessoas que perderam a vida no desastre e para reafirmar a luta por justiça e reparação.
O encontro ocorreu em um dos pontos simbólicos da cidade e foi marcado por momentos de silêncio, emoção e reflexão. Os participantes lembraram as histórias interrompidas pela lama e destacaram a importância de manter viva a memória das vítimas, não apenas como forma de homenagem, mas também como um compromisso coletivo para que tragédias semelhantes não se repitam.
Durante o ato, familiares ressaltaram que, passados sete anos, a dor da perda permanece e a sensação de impunidade ainda provoca indignação. Para eles, relembrar o desastre é também um gesto de resistência e cobrança por avanços concretos nos processos de responsabilização dos envolvidos e na reparação integral dos danos causados às famílias e à comunidade.
Ao longo do mês de janeiro, diversas atividades foram realizadas em Brumadinho em memória da tragédia, incluindo encontros culturais, caminhadas e momentos de oração. As ações buscaram ampliar o diálogo com a sociedade sobre os impactos humanos, sociais e ambientais do rompimento da barragem, considerado um dos maiores desastres da história do país.
O rompimento da estrutura, ocorrido em 2019, deixou marcas profundas não apenas em Brumadinho, mas em todo o Brasil, ao expor falhas na fiscalização e na segurança de barragens de mineração. Sete anos depois, a data segue como um símbolo de luto, mas também de mobilização, reforçando a necessidade de justiça, responsabilidade e prevenção para que novas tragédias sejam evitadas.








