
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está elaborando uma nova regulamentação que deve obrigar aeroportos do país a adotarem sistemas antidrones. A medida tem como objetivo reforçar a segurança nas operações aéreas diante do aumento de incidentes envolvendo esses equipamentos.
A proposta está sendo desenvolvida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, com apoio técnico da Agência Nacional de Aviação Civil e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. A ideia é criar regras que não apenas identifiquem drones irregulares, mas também permitam ações práticas para evitar riscos e acidentes.
A iniciativa surge após uma série de ocorrências recentes que afetaram o funcionamento de aeroportos brasileiros. Somente em 2025, foram registrados diversos episódios de interrupção de operações no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos devido à presença de drones. Nos primeiros meses de 2026, novos casos já foram contabilizados, evidenciando a persistência do problema.
Apesar de já existir proibição para o uso de drones nas proximidades de aeroportos, o governo reconhece que a legislação atual não tem sido suficiente para impedir as ocorrências. Com isso, a nova regra pretende dar aos aeroportos capacidade de resposta em tempo real.
Os sistemas antidrones funcionam por meio de etapas como detecção, identificação e neutralização dos equipamentos. Sensores e câmeras permitem localizar o drone e, em alguns casos, até identificar o operador. A partir disso, podem ser adotadas medidas como bloqueio de sinal, forçando o pouso ou o retorno do aparelho, além de outras formas de contenção.
Ainda estão em discussão pontos como quais aeroportos serão obrigados a adotar a tecnologia, os critérios técnicos dos sistemas e quem será responsável pelos custos de implementação. Uma das possibilidades é que as concessionárias que administram os aeroportos assumam essa obrigação, mas o modelo final ainda está em definição.
Especialistas e entidades do setor aéreo defendem a adoção de medidas mais rígidas, destacando que a presença de drones representa risco à segurança dos voos e pode causar atrasos, cancelamentos e prejuízos a passageiros.
A expectativa do governo é que a regulamentação contribua para reduzir os incidentes e aumentar a segurança no transporte aéreo brasileiro, acompanhando práticas já adotadas em outros países.








