
A inadimplência das famílias catarinenses segue sendo motivo de atenção, mesmo com sinais recentes de melhora. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontaram que o índice de famílias com contas em atraso em Santa Catarina caiu pelo quinto mês consecutivo em março de 2026, passando de 28,1% em fevereiro para 26,8%.
Apesar da redução, o percentual ainda representa uma parcela significativa da população que enfrenta dificuldades para manter as contas em dia. Na prática, isso significa famílias atrasando boletos, parcelas, cartão de crédito, financiamentos ou outras despesas do mês.
O cenário é reflexo de um orçamento cada vez mais apertado. Mesmo quando há trabalho e renda, muitos consumidores seguem pressionados pelo custo de vida, juros altos e dívidas acumuladas nos últimos anos. A inadimplência, diferente do endividamento comum, acontece quando a família já não consegue cumprir o pagamento dentro do prazo.
Em Santa Catarina, o índice permanece abaixo da média nacional, mas ainda acima do padrão histórico do estado. Levantamentos anteriores mostraram que a inadimplência chegou a ultrapassar 33% em outubro de 2025, o maior nível da série histórica, antes de iniciar uma sequência de queda.
Especialistas orientam que o primeiro passo para quem está com contas atrasadas é organizar todas as dívidas, identificar quais têm juros mais altos e buscar renegociação antes que a situação vire uma bola de neve. Também é importante evitar novos parcelamentos sem planejamento e priorizar despesas essenciais, como alimentação, moradia, água, luz e transporte.
Mesmo com a melhora nos números, o desafio continua: recuperar o equilíbrio financeiro das famílias catarinenses e evitar que a inadimplência volte a crescer nos próximos meses.








