
O comércio ilegal de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” tem se expandido rapidamente no Brasil e já movimenta cerca de 600 milhões de reais, segundo estimativas apresentadas por auditores fiscais. O crescimento desse mercado clandestino acende um alerta para autoridades de saúde e segurança pública, diante dos riscos envolvidos na venda e no uso de produtos sem controle sanitário.
As canetas emagrecedoras utilizam substâncias desenvolvidas originalmente para o tratamento de diabetes e obesidade, mas passaram a ser amplamente procuradas por pessoas que buscam perda de peso rápida. A alta demanda, aliada ao custo elevado e à exigência de prescrição médica nos canais legais, impulsionou a entrada desses medicamentos no país por meio de contrabando e outras formas de comércio irregular.
Grande parte dessas vendas ocorre fora do sistema oficial, especialmente pela internet e por redes sociais, onde os produtos são oferecidos sem qualquer garantia de procedência. Especialistas alertam que medicamentos adquiridos dessa forma podem ter origem desconhecida, sofrer alterações no transporte e no armazenamento ou até mesmo conter substâncias diferentes das informadas, o que representa um risco direto à saúde dos consumidores.
Órgãos de fiscalização têm registrado um aumento significativo nas apreensões desse tipo de medicamento em aeroportos, rodovias e fronteiras. Operações recentes revelam que o volume de canetas ilegais interceptadas cresceu de forma expressiva nos últimos anos, evidenciando a estrutura e o alcance das redes envolvidas nesse comércio.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforça que a venda desses medicamentos sem registro e sem prescrição médica é proibida no país. O uso sem acompanhamento profissional pode causar efeitos adversos importantes, além de mascarar problemas de saúde que exigiriam avaliação médica adequada.
O avanço do mercado ilegal de canetas emagrecedoras revela não apenas falhas na fiscalização, mas também a pressão social por soluções rápidas para emagrecimento. Especialistas defendem que o enfrentamento do problema passa pelo fortalecimento do controle nas fronteiras, pela repressão às redes clandestinas e, principalmente, por campanhas de informação que alertem a população sobre os riscos do uso de medicamentos sem orientação médica e fora dos canais legais.








