
A pesca artesanal da tainha em Santa Catarina deve receber uma cota adicional para permitir a retomada da atividade em comunidades do litoral catarinense. A medida está em definição pelo governo federal após a modalidade de arrasto de praia atingir rapidamente o limite autorizado para a safra de 2026.
A captura foi interrompida depois que a pesca artesanal alcançou 90% da cota estabelecida para o Estado. Para este ano, a modalidade tinha limite de 1.332 toneladas, dentro de uma ampliação geral de cotas para a pesca da tainha. Mesmo com o aumento, o volume capturado avançou em ritmo acelerado, levando à suspensão antecipada da atividade.
A expectativa é de que a cota extra seja viabilizada por meio de um remanejamento entre os limites já definidos para a temporada. A medida busca contemplar regiões que ainda não haviam sido beneficiadas pela passagem dos cardumes e que dependem diretamente da pesca artesanal.
A safra da tainha é uma das tradições mais marcantes do litoral catarinense, movimentando comunidades, ranchos de pesca e famílias que mantêm a atividade há gerações. Além do impacto econômico, a pesca artesanal também carrega forte valor cultural para Santa Catarina.
A retomada da atividade depende da oficialização das novas regras pelos órgãos federais responsáveis. Enquanto isso, pescadores aguardam a publicação da medida para saber quando poderão voltar ao mar.









