
A pesca da tainha por arrasto de praia voltou a ser autorizada em Santa Catarina após o Governo Federal ampliar em 430 toneladas a cota de captura da espécie no estado. A decisão atende a uma reivindicação de pescadores artesanais, que haviam sido surpreendidos com a suspensão da modalidade no início de junho.
A interrupção ocorreu depois que o Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca por arrasto de praia havia atingido 90% da cota prevista para a safra de 2026. Com isso, a captura da tainha foi suspensa a partir do dia 7 de junho, gerando preocupação e mobilização em comunidades pesqueiras do litoral catarinense.
Após reuniões com representantes do setor, entidades ligadas à pesca, parlamentares e integrantes do grupo que acompanha a safra, o governo decidiu ampliar o limite de captura. A nova cota adicional vale para o litoral catarinense e permite que pescadores artesanais retomem a atividade.
A pesca da tainha é uma das tradições mais fortes de Santa Catarina, especialmente nas comunidades litorâneas. Além da importância econômica, a prática movimenta famílias, ranchos de pesca e preserva uma cultura passada de geração em geração.
A safra de 2026 vinha sendo considerada bastante positiva pelos pescadores, com grande volume de tainhas no litoral. Por isso, a suspensão antecipada provocou protestos e pedidos de revisão do limite estabelecido.
Com a ampliação da cota, a expectativa é de que a temporada continue movimentando o litoral catarinense nos próximos dias, garantindo renda às famílias que dependem da pesca artesanal e mantendo viva uma das práticas mais tradicionais do estado.








