
Com a aproximação das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral intensificou a fiscalização sobre a realização e a divulgação de pesquisas de intenção de voto. O objetivo é garantir mais transparência nos levantamentos apresentados à população e evitar que questionários influenciem indevidamente as respostas dos entrevistados.
Em junho, o TSE suspendeu a divulgação de uma pesquisa sobre a disputa pela Presidência da República. A decisão foi tomada após o tribunal identificar suspeitas de que a formulação das perguntas poderia induzir o eleitor.
As empresas responsáveis pelos levantamentos precisam registrar previamente informações como o contratante, o valor pago, a metodologia utilizada, o período de realização, o número de entrevistados, a margem de erro e o nível de confiança.
Para as eleições de 2026, o TSE também atualizou a resolução que regulamenta as pesquisas eleitorais. As regras procuram facilitar a fiscalização dos dados e permitir que partidos, candidatos, Ministério Público e cidadãos tenham acesso às informações dos levantamentos registrados.
A divulgação de pesquisa sem registro prévio pode resultar em multa. Já a apresentação de levantamento fraudulento pode configurar crime eleitoral. Durante o período de campanha, também é proibida a realização de enquetes sobre a preferência dos eleitores.
O reforço das normas ocorre em um momento de aumento da circulação de informações nas redes sociais. A Justiça Eleitoral orienta que o público verifique se a pesquisa possui número de registro antes de compartilhar resultados.








