
O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo Governo Federal nesta segunda-feira, 4 de maio, terá a participação dos bancos e instituições financeiras como ponto central para que consumidores endividados consigam renegociar débitos em atraso. Diferente da primeira versão do programa, os interessados deverão procurar diretamente a instituição onde possuem a dívida para verificar as condições disponíveis.
A nova etapa do programa tem duração prevista de 90 dias e busca facilitar a regularização financeira de pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Poderão ser renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e dois anos. Entre os débitos incluídos estão cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Segundo as regras divulgadas pelo governo, o programa prevê descontos que podem chegar a 90% sobre o valor das dívidas antigas, juros limitados a 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses para pagamento e carência de até 35 dias para o início das parcelas. Também haverá limite de R$ 15 mil por pessoa, por banco ou instituição financeira, para o novo crédito renegociado.
A adesão dos bancos é considerada fundamental para o funcionamento do Novo Desenrola. As instituições participantes deverão oferecer as condições de renegociação aos clientes enquadrados nos critérios do programa. O Bradesco, por exemplo, já anunciou adesão à iniciativa e informou que aguarda autorizações relacionadas ao Fundo Garantidor de Operações para iniciar as repactuações.
Outro ponto previsto é a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para quitar ou reduzir dívidas. Conforme informações do governo, o trabalhador poderá usar 20% do saldo da conta do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagamento parcial ou integral dos débitos.
Além da renegociação, o programa também prevê a retirada do nome de consumidores dos cadastros de inadimplência em casos de dívidas de até R$ 100 e após a formalização dos acordos dentro do programa. A proposta busca permitir que famílias endividadas retomem o acesso ao crédito e reorganizem o orçamento.
Para participar, o consumidor deve entrar em contato com o banco ou instituição financeira onde possui a dívida, usando os canais oficiais de atendimento, como aplicativo, internet banking, telefone ou agência. A recomendação é conferir as condições apresentadas, avaliar se as parcelas cabem no orçamento.








