
Tecnologia oferece visão tridimensional e movimentos mais precisos durante procedimentos para tratar tumores de próstata e rim
A cirurgia robótica vem avançando no Sul de Santa Catarina e ampliando as possibilidades de tratamento para pacientes com doenças urológicas. A tecnologia tem sido utilizada principalmente em procedimentos relacionados aos tumores de próstata e rim.
Durante a operação, o cirurgião controla os braços robóticos por meio de um console. O equipamento oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos capazes de realizar movimentos precisos em regiões de difícil acesso.
Essas características ajudam o médico a preservar estruturas próximas ao órgão operado. Por isso, a técnica pode reduzir sangramentos, diminuir o tempo de internação e favorecer uma recuperação mais rápida. Os resultados, porém, dependem das condições clínicas de cada paciente.
Tecnologia pode reduzir o risco de sequelas
No tratamento do câncer de próstata, um dos principais desafios é retirar o tumor e preservar estruturas relacionadas ao controle urinário e à função sexual.
A maior precisão dos movimentos pode auxiliar nesse processo. No entanto, os resultados dependem de fatores como o estágio da doença, as condições de saúde do paciente e a experiência da equipe responsável.
A cirurgia robótica não funciona de maneira autônoma. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião, enquanto o sistema reproduz as ações com maior estabilidade e precisão.
Cobertura pelos planos de saúde
Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça também trouxe avanços relacionados ao acesso ao procedimento. A Quarta Turma decidiu que um plano de saúde deveria cobrir uma cirurgia robótica indicada para o tratamento de câncer de próstata, mesmo que a técnica não estivesse expressamente prevista no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
O julgamento analisou um caso específico e considerou os critérios técnicos e jurídicos aplicáveis à cobertura de tratamentos não incluídos no rol.
Com a implantação de novos equipamentos e a qualificação das equipes médicas, a cirurgia robótica começa a se consolidar em Santa Catarina. O avanço aproxima os pacientes de tratamentos modernos e menos invasivos, antes disponíveis principalmente nos grandes centros do país.








