
O tradicional prato feito está mais caro para o consumidor brasileiro. Em junho, o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90, acumulando alta de aproximadamente 7,2% desde janeiro.
O levantamento considera refeições normalmente compostas por arroz, feijão, carne, acompanhamento e salada. Apesar do recuo registrado pelo grupo de alimentação e bebidas no índice oficial de inflação de junho, o valor cobrado nos restaurantes continuou avançando.
A Região Sul apresentou o maior preço médio do país, chegando a R$ 34,90 por refeição. No Norte, onde foram encontrados os menores valores, o prato feito custa em média R$ 29,99.
Para um trabalhador que almoça fora durante os 20 dias úteis do mês, a despesa pode alcançar aproximadamente R$ 638. O cálculo não inclui bebidas, sobremesas ou outras refeições realizadas ao longo do dia.
Entre os fatores que podem explicar o aumento estão os gastos dos restaurantes com ingredientes, aluguel, energia elétrica, transporte e pagamento de funcionários. Mesmo quando determinados alimentos ficam mais baratos, os estabelecimentos ainda precisam absorver outros custos para manter o funcionamento.
O aumento pesa principalmente no orçamento dos trabalhadores que não recebem vale-refeição ou que recebem um benefício inferior ao preço médio praticado. Com isso, muitos consumidores passam a procurar restaurantes mais baratos, levar comida de casa ou reduzir a frequência das refeições fora.








