
Atividades reuniram aproximadamente 700 adolescentes em debates sobre prevenção, saúde e escolhas conscientes
Os riscos do cigarro eletrônico foram tema de encontros com aproximadamente 700 estudantes de 11 a 14 anos da rede municipal durante as atividades da campanha Junho Branco. As ações envolveram alunos do 6º e 7º ano das escolas municipais Araci Espindola Dalcenter e Alice da Silva Gomes e foram promovidas em parceria pelas secretarias municipais de Saúde e Educação.
A iniciativa nasceu a partir de uma preocupação das equipes escolares, que têm registrado aumento nas apreensões de cigarros eletrônicos entre os estudantes. Diante deste cenário, a campanha deste ano abriu espaço para discutir o assunto com os adolescentes e esclarecer dúvidas sobre os efeitos da nicotina e os riscos associados ao uso destes dispositivos.
Durante os encontros, profissionais da saúde explicaram como a nicotina atua no organismo, o potencial de dependência provocado pelos cigarros eletrônicos e os prejuízos que o consumo pode causar ao desenvolvimento físico e emocional dos jovens. As conversas também incentivaram os estudantes a refletirem sobre como as escolhas feitas na adolescência podem influenciar o futuro.
A preocupação acompanha uma tendência apontada pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2024), realizada pelo IBGE em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. O levantamento mostra que a experimentação de cigarros eletrônicos entre estudantes de 13 a 17 anos passou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Na Região Sul, o índice chega a 38,3%, um dos mais elevados do país.
Embora a comercialização seja proibida no Brasil, os cigarros eletrônicos continuam circulando entre adolescentes. Sem controle de qualidade e, muitas vezes, com altas concentrações de nicotina, esses dispositivos apresentam elevado potencial de dependência e representam um desafio crescente para a saúde pública.
Fonte: Prefeitura de São João Batista








