
As correntes de retorno seguem sendo a principal causa de afogamentos no mar em Santa Catarina, segundo alerta do Corpo de Bombeiros Militar do Estado. O fenômeno, que muitas vezes passa despercebido pelos banhistas, é responsável pela maior parte dos resgates realizados durante a temporada de verão nas praias catarinenses.
De acordo com os bombeiros, as correntes de retorno se formam quando a água trazida pelas ondas encontra um canal para retornar ao oceano, criando um fluxo intenso em direção ao mar aberto. Esse movimento pode arrastar pessoas rapidamente, inclusive nadadores experientes, provocando pânico e esgotamento físico. O maior risco não está no afundamento imediato, mas no cansaço causado pela tentativa de nadar contra a força da corrente, o que reduz drasticamente as chances de escapar sem ajuda.
Durante o período entre meados de dezembro e janeiro, foram registrados mais de mil casos de pessoas arrastadas por correntes de retorno no litoral do estado, além de dezenas de ocorrências de afogamento com recuperação em praias. No total, mais de mil e trezentos resgates foram realizados pelos guarda-vidas. Apesar dos números elevados, os dados indicam uma redução significativa em relação à temporada anterior, resultado atribuído ao reforço nas ações preventivas, na sinalização das praias e na conscientização dos banhistas.
Os bombeiros reforçam que praias com guarda-vidas contam com bandeiras de sinalização que indicam as condições do mar. As bandeiras vermelhas, por exemplo, apontam áreas com alto risco, onde o banho não é recomendado. A orientação é que as pessoas entrem no mar apenas em locais sinalizados como seguros e próximos aos postos de salvamento.
Em caso de arrastamento por uma corrente de retorno, a principal recomendação é manter a calma e evitar nadar contra a força da água. O ideal é tentar sair da corrente nadando paralelamente à praia. Caso não seja possível, a orientação é flutuar, economizar energia e sinalizar por ajuda até a chegada dos guarda-vidas.
O cuidado deve ser redobrado com crianças, que podem ser facilmente levadas mesmo por correntes mais fracas. Os bombeiros alertam que elas devem permanecer sempre em áreas rasas e sob supervisão constante de um adulto, de preferência ao alcance do braço. Como medida adicional de segurança, os postos de guarda-vidas disponibilizam pulseiras de identificação infantil, que auxiliam na localização dos responsáveis em casos de desencontro.
O Corpo de Bombeiros reforça que informação, atenção às sinalizações e respeito às orientações dos profissionais são fundamentais para garantir um verão mais seguro nas praias de Santa Catarina.








