A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 segue movimentando o Congresso Nacional e se tornou um dos principais temas em debate no país. O modelo, bastante comum em setores como comércio, serviços, restaurantes, hotéis e supermercados, permite que o trabalhador atue seis dias seguidos para ter apenas um dia de folga.
Pelo texto em discussão, a mudança busca garantir uma jornada com dois dias de descanso semanal, ampliando o tempo de convivência familiar, lazer e recuperação física dos trabalhadores. A proposta ganhou força após intensa mobilização popular e pressão de entidades ligadas aos direitos trabalhistas.
Um acordo político costurado entre lideranças da Câmara e o governo prevê uma regra de transição para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta. A votação na comissão especial estava prevista para esta semana, com possibilidade de avanço ao plenário da Câmara.
Apesar do apoio de parte dos parlamentares, o tema ainda enfrenta resistência de setores econômicos, que alegam preocupação com custos, reorganização de escalas e impacto em pequenos negócios. Por outro lado, defensores da mudança afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem necessariamente prejudicar a produtividade.
Atualmente, a legislação brasileira permite jornada de até 44 horas semanais, o que abre espaço para diferentes modelos de escala, incluindo a 6×1. Propostas em análise no Congresso buscam alterar essa realidade e estabelecer novas regras para a organização do trabalho no país.
A discussão deve continuar nos próximos dias, com articulações entre governo, parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo. Caso avance, a proposta poderá representar uma das mudanças mais significativas nas relações de trabalho dos últimos anos no Brasil.








